quarta-feira, 6 de outubro de 2010

PONTES

Dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito.
Foi a primeira grande desavença em toda uma vida de trabalho lado a lado. Mas agora tudo havia mudado.
O que começou com um pequeno mal entendido, finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas seguidas por semanas de total silêncio.
Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem à sua porta.
- Estou procurando trabalho – disse o homem. Talvez você tenha algum serviço para mim.
- Sim – disse o fazendeiro. – Claro! Vê aquela fazenda ali, além do riacho? É do meu irmão mais novo. Nós brigamos e não posso mais suportá-lo. Vê aquela pilha de madeira ali no celeiro? Pois use para construir uma cerca bem alta.
- Acho que entendo a situação – disse o carpinteiro. – mostre-me onde estão a pá e os pregos.
O irmão mais velho entregou o material e foi para a cidade.
O homem ficou ali cortando, medindo, trabalhando o dia inteiro.
Quando o fazendeiro chegou, não acreditou no que viu:em vez de cerca, uma ponte foi construída ali, ligando as duas margens do riacho. Era um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou enfurecido e falou: - Você foi atrevido construindo essa ponte depois de tudo que lhe contei!
Mas as surpresas não pararam aí. Ao olhar novamente para a ponte viu o seu irmão se aproximando de braços abertos. Por um instante permaneceu imóvel do seu lado do rio.
O irmão mais novo então falou: - Você realmente foi muito amigo construindo esta ponte mesmo depois do que eu lhe disse.
De repente , num só impulso, o irmão mais velho correu na direção do outro e se abraçaram, chorando no meio da ponte.
O carpinteiro que fez o trabalho partiu com sua caixa de ferramentas.
- Espere, fique conosco! Tenho outros trabalhos para você...
E o carpinteiro respondeu:
- Eu adoraria, mas tenho outras pontes a construir...
Já pensou como as coisas seriam mais fáceis se parássemos de construir cercas e muros e passássemos a construir pontes com nossos familiares, amigos, colegas de trabalho e – principalmente – inimigos?
O que você está esperando? Que tal começar agora?!
Muitas vezes desistimos de quem amamos por causa de mágoas e mal entendidos.
Vamos deixar isso de lado, ninguém é perfeito, mas alguém tem que dar o primeiro passo. Quanto mais amigos você tiver, melhor vai se sentir, sabe por quê? É bom demais: amar (e ser amado, melhor ainda!). Pense nisto e construa pontes ao seu redor!

quinta-feira, 25 de março de 2010

Como escolher um psicólogo?

Acabei de ler este artigo abaixo no site do Dr. Paulo André Issa, formado em Psiquiatria e com especialidade em Neurociência. No artigo, ele fala (muito bem) sobre a escolha de um profissional de psicologia. Confiram:

A Escolha do Psicólogo
14 de fevereiro de 2010

Se você procura um dentista e não gosta do atendimento, o que você faz? Vai procurar um outro dentista ou continuar com dor de dente para o resto da vida? Provavelmente, vai procurar até encontrar um bom profissional.

Se você precisa de um cardiologista e ao ser atendido você não gostou da consulta ou não sentiu confiança no profissional, o que você faz? Provavelmente vai procurar um outro cardiologista.

Entretanto, muitas pessoas quando precisam de um psicólogo e ao buscarem ajuda não gostam do tratamento ou do profissional, acabam não querendo mais fazer o tratamento. Por que não procurar um outro psicológo para se tratar, se você continua precisando?

A escolha do psicólogo é uma tarefa ainda mais difícil que a busca por outros profissionais de saúde. Primeiramente, como as consultas são no mínimo uma vez por semana, você precisa se sentir bem de estar com aquela pessoa, ou seja, precisa ter empatia com o profissional. Mas como toda relação, nem sempre essa afinidade vai acontecer na primeira consulta. Então é necessário insistir, persistir para que aos poucos você conheça melhor aquela pessoa, seu jeito de trabalhar, seu profissionalismo e adquira confiança, respeito e até descobrir uma afinidade que nem sempre vai ficar tão clara nas primeiras consultas.

E se depois de muitas consultas, mesmo assim você não gostar do seu tratamento ou do profissional? Primeiro: Converse com ele sobre o que você não está gostando, isso vai ser bom para você e para ele também. Se após esta conversa as coisas não melhorarem, não desanime, não sinta-se culpado, você tem o direito de procurar outro profissional. Não fique com preguiça ou sem paciência de começar a contar sua história toda de novo desde o início. Cada vez que se conta uma história contamos de forma diferente e assim você pode lembrar de outros detalhes que você não havia comentado com o outro profissional.

Além disso, muita gente não sabe, mas existem várias técnicas diferentes de terapia, algumas delas são: cognitivo comportamental, psicanálise, gestalt, lacaniana, corporal, ludoterapia e outras. Você precisa pesquisar antes para saber qual o tipo é mais conveniente para o seu caso, converse com o próprio psicólogo sobre isso na primeira consulta, deixe bem claro o tipo de técnica que você procura e principalmente se informe a respeito da formação, especialização e experiência do profissional naquela técnica. Ou ainda se foi recomendado por um médico psiquiatra, peça a opinião dele sobre qual a técnica mais indicada para você.

Nos dias atuais a tendência é o psicólogo utilizar um pouco de cada técnica de acordo com a necessidade daquele momento do paciente. Porém em alguns casos é fundamental uma técnica específica. Vale lembrar que ter especialização, pós-graduação ou extensão em um determinado tipo de psicoterapia, não significa propriamente que a técnica está sendo bem utilizada e aplicada nas sessões, por isso a importância de se entender como funciona, para poder certificar se está sendo bem executada.

Fazer psicoterapia pode ser trabalhoso, ter que ir toda semana, encontrar o profissional certo, as vezes até mesmo pagar o tratamento e mais ainda, tocar em assuntos que nem sempre você gostaria de mexer naquela hora, mas que pode ser fundamental para o fim de seu sofrimento.

É importante ressaltar que na escolha de um profissional competente, você saiba que um bom psiquiatra não fala mal dos psicólogos e da terapia e ao mesmo tempo um bom psicólogo não fala mal dos médicos psiquiatras e dos remédios. Se o seu médico diz que psicoterapia não adianta nada, que é conversinha ou enrolação, mude imediatamente de psiquiatra. Se o seu psicólogo diz que os médicos só querem dopar você, te encher de remédio controlado ou te deixar dependente, troque imediatamente de psicólogo.

A saúde mental já luta para mostrar sua importância e salvar a vida das pessoas e não pode ser levada como um fanatismo religioso, charlatanismo, terrorismo, extremismo radical, como fazem alguns profissionais, na tentativa de se promover, polemizando com posições ideológicas e filosóficas, para conquistar notoriedade. Estes deveriam ser banidos por seus Conselhos e Òrgãos de Classe, por denegrirem a imagem da profissão e dificultarem que os psicólogos sejam valorizados, encarados com seriedade e alçados a uma das principais e mais importantes profissões que existem para o bem da humanidade.

As pesquisas científicas de credibilidade internacional apontam que os dois tipos de tratamento, conjuntamente, são fundamentais na maioria dos casos de doença, portanto estes profissionais que alimentam ¨rixas¨ entre classes, e emitem suas opiniões pessoais como verdades científicas, são antiéticos e mal preparados tecnicamente, não valorizando a ciência e as premissas mundialmente protocoladas para a saúde mental segundo a Organização Mundial de Saúde, maior autoridade em saúde no mundo.

A psicologia é uma das profissões mais difíceis do mundo, pois é preciso muita técnica e perícia para mexer delicadamente, com o infinito de propriedades do órgão mais complexo do corpo humano: O cérebro e a estrutura da mente humana.

O cérebro é o único órgão com uma terceira propriedade além da física e da química: O psicológico. E nesta coexistência, mexer com o psicológico é mexer com todo o corpo.

O cérebro é o regulador, o verdadeiro ¨centro de comando¨ de todos os sistemas e aparelhos do corpo, por esta razão é chamado de Sistema Nervoso ¨Central¨, suas inervações enviam comandos a todos os orgãos.

Portanto, este altíssimo grau de complexidade, faz com que não seja tarefa simples, achar um bom profissional.

Concluindo, a psicoterapia é um dos melhores, mais eficazes, sérios e importantes tratamentos em saúde de uma forma geral. Cuidar do corpo e dos orgãos sem cuidar da mente é perda de tempo. Grande parte das doenças que as pessoas vivem se tratando nos médicos, tem forte ligação com estresse emocional e quando ignora-se esta íntima relação do psicológico com o físico, o resultado é uma busca incessante pelos médicos e por uma cura que pode estar dentro de você mesmo, aparentemente invisível, escondido no infinito do seu cérebro.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Como é sua segunda-feira?

A cada segunda-feira dois tipos de pessoas se destacam:

O primeiro grupo enxerga a segunda-feira como o dia de desânimo, de começar de novo ou recomeçar, dia de angústia causada pela distância do próximo fim de semana, dia de lembranças do fim de semana que passou, dia em que o sol ou a chuva não faz diferença, pois já está determinado que o dia de hoje será ruim, aconteça o que acontecer.

O segundo grupo vê na segunda-feira uma nova oportunidade de aprender, ensinar, compartilhar, amar, vibrar, chorar, romper obstáculos, alcançar metas, dividir sonhos, expressar sua alegria ou sua tristeza, fazer o que é certo, ousar ser parceiro de Deus na construção de cada momento, de viver a vida com paixão e fazer deste dia o melhor de sua vida.

Cada momento desta segunda-feira pode ser especial.

Independente do que aconteça, você tem nas mãos a possibilidade de emprestar significado à vida e construir o momento. Se for bom ou ruim o balanço no final do dia mostrará o extrato de suas decisões frente a cada momento.

Acredite. Depende muito de você.

Seja feliz nesta segunda-feira.

Boa ideia!

Ricardo, muito legal a sua ideia! Um espaço criativo e democrático como este é sempre bem-vindo! Vou começar com um texto que escrevi há um certo tempo. Espero que quem ler goste...

TESTAMENTO

Te deixo meus bens
(Todos os meus amores)
Te deixo os meus sucessos
(Que para ti são fracassos)
Te deixo meus sapatos
(Que tanto te pisaram)
Te deixo melancolia e dor
(Junto com meu rancor)
Te deixo esquecer
(Pois de ti não me lembro
Só me lembro de partes escondidas...)
Te deixo que me deixes
Uma marca profunda de ódio
Te deixo uma alma enlameada
(Pois é dela que gostas)
Te deixo uma paz
Que não conseguistes
Enquanto eu estava morto...


sábado, 6 de março de 2010

Opa!

Ricardo me convidou a escrever aqui no blog e a minha primeira contribuição será de um texto que ficou oculto até agora, empoeirado nas pastas do computador, e fala de uma experiência que ocorreu comigo e com uma grande amiga, Ludmila, que carrega o mesmo sobrenome que eu.

Por que conversar com os estranhos?
Denis Meneses (meneses@gmail.com)

"No caminho, não converse com estranhos, meu filho", repetem nossas mães, como um mantra, quando somos pequenos. Crescemos, portanto, com esta idéia: a de que devemos manter uma distância daquilo que nos é estranho. A violência e os números acabam por estimular esse distanciamento. Isso fica claro quando acionamos nossos mecanismos paranóides, que estão a serviço da nossa preservação pessoal, ao avistarmos, por exemplo, um desconhecido indo de encontro a nós numa calçada.

Esse final de semana eu me dei a chance de transgredir a esse chamado da minha mãe. Fui com uma amiga colocar o papo em dia no Parque da Jaqueira. Ficamos horas conversando a fio, na grama, sobre uma singela toalha xadrez trazida por ela. Já à noite, dei-me conta que estava na hora de ir pra casa. Estávamos conversando sobre a solidão e de como a depressão virou um problema de saúde pública nos tempos atuais. Ludmila então me diz que um homem atrás de mim está deitado no banco, desde que chegamos, com um ar de tristeza, olhando o céu estrelado.

Olhei para o homem e lembrei-me imediatamente da angústia do filósofo Pascal: "eu pergunto para as estrelas e elas não me respondem". Comentei com minha amiga e perguntei se ela estava querendo cometer a última aventura do dia. Ela respondeu positivo e sugeri que fôssemos trocar umas idéias com aquele rapaz e as angústias que o cercava. Não sou budista, mas ali eu estava me dando a chance de ter uma mente principante.

Fomos conversar com ele. Perguntei se estava tudo bem e ele respondeu que sim, como todos respondem. Falamos que notamos um certo ar de tristeza nele e se ele estava afim de trocar uma idéia conosco sobre esse mundo maluco. Ele começou nos contando como era triste a vida das pessoas que estavam num presídio em que se praticavam torturas. Identificamos que era a Prisão de Guantánamo. "Há muita gente presa nesses presídios por crimes que não cometeram", desabafou.

Foi nos contando um pouco sobre a vida dele. Desempregado, não tem os estudos concluídos; solitário, não tem amigos. "É curioso como eu tenho liberdade de estar aqui e me sinto preso ao mesmo tempo por não ter uma vida digna ou falar com as pessoas", disse. Sacamos, então, porque estava sensibilizado com a prisão de Cuba: a prisão era uma metáfora de como estava sendo sua vida.

Não apenas isso. Ele questionou Deus. "Vocês sabem me dizer porque há tanta gente sofrendo e passando fome, já que Deus é uma boa pessoa?", perguntou. A metafísica não nos veio à mente naquela hora. Ela nos agradeceu por ter ido conversar com ele e nos despedimos. Saímos, eu e minha amiga, com a sensação de que o estranho é muito mais comum a nós do que a nossa vã mente pensa. E dessa vez a estrela não precisou nos responder, e sim João Paulo.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Saudações

Saudações, a todos que estejam acessando este espaço pela primeira vez, pensei neste espaço para ser uma forma a mais ,de comunicação e interação entre os menbros de nossa turma, sem o desconforto que já foi causado a alguns com o excesso de mensagens em seus e-mails,pois a quem talvez possa não saber, diferente de um e-mail os conteúdos de um blog ficam a disposição de todos que desejarem acessá-lo, e não vai a caixa de e-mail das pessoas, a não ser aquelas que optarem em tornarem-se seguidores.
Em prol da democracia, convidei algumas pessoas, para também postarem assuntos, que eles achem de relevância para nosso curso e nossas vidas, espero que eles aceitem o convite e que possamos nos beneficiar todos com esta nova experiência.
Desde já agradeço a compreensão e cooperação de todos.